Archive for the Reestreias Category

‘Liz’ volta aos palcos do Satyros

Posted in Espetáculos, Reestreias, Teatro on 19/08/2009 by dramaticoblog

Nesta sexta-feira, dia 21 de agosto, reestréia no Espaço d’Os Satyros UM a peça “Liz”, escrita pelo dramaturgo cubano Reinaldo Montero, e dirigida por Rodolfo García Vázquez.

Leia a crítica de Cilene Guedes sobre ‘Liz’

A peça rendeu a Reinaldo Montero o Prêmio Fray Luis de León, um dos mais importantes da Ibero América. Além deste, a montagem d’Os Satyros realizada em junho de 2008 em Havana foi eleita uma das melhores peças estrangeiras do ano, levando o Prêmio Villanueva, entregue pelo Departamento de Crítica e Investigação Teatral da Associação de Artistas Cênicos da UNEAC (União de Escritores e Artistas de Cuba).

“Liz” é o primeiro texto cubano montado pelo Satyros. O elenco é composto por Cléo De Páris, Ivam Cabral, Fábio Penna, Germano Pereira, Brígida Menegatti, Alberto Guzik, Silvanah Santos, Phedra D. Córdoba, Tiago Leal, Julia Bobrow e Chico Ribas. O cenário foi criado por Marcelo Maffei; a trilha sonora é de Ivam Cabral; e o desenho de luz é de Rodolfo García Vázquez.

A peça mistura história, lenda e realidade. Narra o momento em que a Rainha Elizabeth I é informada acerca das idéias heréticas que se debatem no círculo da Escola da Noite. Em “Liz”, a verdade histórica é o que menos importa.

A peça representa um painel caótico de um tempo de grandes tensões, emoções e descobertas. O poder e a grandeza de Elizabeth I são postos em destaque, assim como sua solidão e fragilidade.

Utilizando-se por vezes de um tom farsesco e de abstrações, a peça propõe uma profunda reflexão sobre a tristeza, a solidão e os erros implícitos na arte de governar a terra e o céu.

Os personagens Raleigh e Marlowe fundam um antro de perversão, chamado A Escola da Noite, onde questionam a anestesia de Deus e a soberania de Liz.

“Uma peça que critica o poder, a cultura, as verdades oficiais. ‘Liz’ é um dos mais importantes experimentos dramatúrgicos empreendidos no teatro hoje. E uma peça de espantosa modernidade, e de uma contundência que nos deixa de olhos arregalados”, afirma Aberto Guzik.

Segundo Ivam Cabral, “Liz”, de Reinaldo Montero, na encenação dos Satyros é uma peça hippie. Neo-hippie. “Teria tudo para ser escura, híbrida, triste. Nós a quisemos colorida. Trágica, mas esperançosa. No cenário, bambolinas se transformam em colchas de retalhos. Na trilha sonora, Janis Joplin, Velvet Underground, Roberto Carlos, Beatles. No coração dos atores, desejo de criar um espetáculo poderoso, intenso, inteiro”.

Serviço:

LIZ

Texto: Reinaldo Montero

Direção: Rodolfo García Vázquez

Elenco: Cléo De Páris, Ivam Cabral, Fábio Penna, Germano Pereira, Brígida Menegatti, Alberto Guzik, Silvanah Santos, Phedra D. Córdoba, Tiago Leal, Julia Bobrow e Chico Ribas

Quando: Sexta e sábado, 21hs

Onde: Espaço dos Satyros UM, pça Roosevelt, 214

Quanto: R$ 30

Lotação: 70 lugares

Duração: 80 min

Classificação: 14 anos

Gênero: Drama

Temporada: 21 de agosto a 19 de dezembro de 2009

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‘Cachorro morto’ reestreia no Espaço Parlapatões

Posted in Espetáculos, Reestreias, Teatro on 11/08/2009 by dramaticoblog

Uma mistura de teatro e animação digital é usada para contar a história de um jovem portador da Síndrome de Asperger, uma forma de autismo, em “Cachorro morto”  

O roteiro foi inspirado em três livros: o inglês e premiado “The Curious Incident of the Dog in the Night-time”, de Mark Haddon; “A Música dos Números Primos”, de Marcus du Sautoy;  e em “Nascido num Dia Azul”, do também autista Daniel Tammet .

A peça une teatro e animação digital para contar a história de um rapaz que, ao fazer perguntas às variadas formas de ciência, acaba encontrando uma maneira nova e toda especial de olhar o mundo, levando o espectador a rever seus conceitos e se abrir para o diferente.  

“Cachorro morto” tem texto e direção de Leonardo Moreira junto a Companhia Hiato, grupo estável de jovens artistas de variadas formações que pesquisa as diferentes formas de linguagem. O espetáculo conta com a iluminação de Marisa Bentivegna, figurinos do estilista William Moreira, mais animações e trilha sonora de Gustavo Borrmann.

 

FICHA TÉCNICA

Direção e Dramaturgia: Leonardo Moreira

Elenco: Companhia Hiato (Aline Filócomo, Luciana Paes, Maria Amélia Farah, Thiago Amaral e Joaquim Lino)

Animações Digitais: Gustavo Borrmann

Concepção de Cenário: Leonardo Moreira

Iluminação:  Marisa Bentivegna

Música Original: Gustavo Borrmann

Figurinos: Willy

Técnica: Fernanda Bernardes

Produção: Companhia Hiato

 

CACHORRO MORTO – De 11 de agosto a 30 de setembro. Terças e Quartas, às 21 horas. No Espaço Parlapatões.  Direção e texto: Leonardo Moreira. Elenco: Aline Filócomo, Luciana Paes, Joaquim Lino, Thiago Amaral e Maria Amélia Farah.  Iluminação: Marisa Bentivegna. Figurinos: William Moreira.  Animações e trilha sonora: Gustavo Borrmann. Capacidade – 96 pessoas. Ingressos: R$ 30 (inteira); R$15 (meia). Duração: 65 minutos. Censura: livre.

ESPAÇO PARLAPATÕES – Espaço Parlapatões, Pça Franklin Roosevelt, 158, República, região central, Tel. 11 3258-4449. 96 lugares. Terças e Quartas, 21h. CC: AE, D, M e V. Estac. (R$8 – R. Nestor Pestana, 94 – convênio). Ingressos pelo telefone 4003-1212 ou pelo site www.ingressorapido.com.br

Trilogia Libertina de Sade reestreia nos Satyros

Posted in Espetáculos, Reestreias, Teatro on 10/08/2009 by dramaticoblog

A partir desta sexta-feira, 14 de agosto, a Cia. de Teatro Os Satyros a Trilogia Libertina, baseada em textos do marquês de Sade.

Fazem parte da Trilogia as peças “A Filosofia na Alcova”, “Os 120 Dias de Sodoma” e “Justine”, esta última indicada este ano ao 22º Prêmio Shell de Teatro, nas categorias melhor direção e melhor iluminação.

A Trilogia Libertina fica em cartaz no Espaço dos Satyros Dois nos seguintes horários: “A Filosofia na Alcova”, sexta-feira, 23h59; “Os 120 Dias de Sodoma”, sábado, 23h59; “Justine”, sexta e sábado, 21hs.

A Filosofia na Alcova

Os Satyros trabalham com os textos de Sade desde 1990, quando encenaram a peça “Sades ou Noites com os Professores Imorais”, a partir de “A Filosofia na Alcova”. O espetáculo ficou um ano em cartaz, provocou polêmicas e recebeu várias indicações a importantes prêmios, como o Prêmio APETESP de Teatro, da Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo, nas categorias direção, ator, ator coadjuvante, produtor executivo, iluminação e ator revelação.

Dolmancé e Madame de Saint’Ange, dois dos personagens mais libertinos da história da literatura universal, são os protagonistas desse texto, em que é apresentada a educação sexual de uma jovem virgem, com aulas práticas e teóricas de libertinagem. Após o período de aprendizado, a mãe da jovem chega ao palácio dos libertinos para tentar resgatá-la, quando então é confrontada pelos mentores da jovem e pela própria filha.

Em 1992, Os Satyros se transferem para Portugal e reestréiam “Sades ou Noites…”, agora como “A Filosofia na Alcova”, título original da obra. A peça faz temporada de sucesso no Teatro Ibérico, em Lisboa, e permanece em cartaz por dois anos.

Além de Portugal, “A Filosofia na Alcova” viajou para França, Inglaterra, Escócia, Ucrânia e Bolívia, e dezenas de cidades brasileiras. Participou de vários festivais, dentre eles Edimburgo, Avignon, Curitiba e Rio Preto. Na Praça Roosevelt, reestreou em março de 2003, e está em cartaz desde então. Até o momento, a peça foi vista por mais de 100.000 pessoas, em 1.200 apresentações.

Os 120 Dias de Sodoma

Segunda parte da trilogia, “Os 120 Dias de Sodoma” está em cartaz desde maio de 2006. Desde então, realizou mais de 600 apresentações para um público superior a 40.000 pessoas. A peça trata das questões filosóficas e políticas colocadas pela obra sadeana, em um contexto brasileiro de corrupção e decadência das instituições sociais, que vieram à tona com o escândalo do “mensalão”, em 2006.

“Os 120 Dias de Sodoma” é um clássico da literatura mundial e um dos mais polêmicos. Les 120 Journées de Sodome ou lécole du libertinage foi escrito em trinta e sete noites do ano de 1785, quando Sade tinha 45 anos. Nessa época, o autor se encontrava preso em uma cela da Bastilha, uma das prisões na qual viveu e que marcaram quase a metade de sua vida.

A ação do romance é situada algumas décadas antes da Revolução Francesa. Tudo começa quando quatro libertinos da época, figuras destacadas da sociedade francesa, dedicam-se durante um ano a organizar uma orgia que perdura 120 dias.

Para a orgia, foram raptados oito meninos e oito meninas virgens, dos mais belos da França, oito fodedores e quatro contadoras de histórias, além de um secto de damas de companhia, servas de copa e cozinha e todos os empregados necessários para o deboche.

As orgias eram executadas de acordo com um código elaborado pelos próprios libertinos, que deveriam seguir as histórias narradas pelas contadoras. O deboche é ambientado no castelo de propriedade de um dos libertinos, que se localiza no alto de montanhas, local ermo e isolado.

Dividida em quatro ciclos (ciclo das paixões simples, das paixões complexas, das paixões criminosas e das paixões assassinas), trata-se de uma história fantasticamente bem construída, com uma ordem estrita de eventos. Apesar disso, não foi completada pelo Marquês, devido às condições em que foi produzida.

Apenas o primeiro ciclo foi escrito integralmente, porém sem que o marquês pudesse haver feito uma revisão. Os ciclos restantes receberam apenas apontamentos. Sua intenção óbvia seria a de completar a obra assim que tivesse recuperado suas condições normais de vida.

Infelizmente, o manuscrito perdeu-se na Bastilha e até sua morte, Sade lamentou sua perda. Apenas muitas décadas depois, o manuscrito foi localizado e teve sua primeira publicação em 1904.

Justine

Partindo de um estudo profundo da obra do marquês de Sade, e de um resgate crítico das montagens de “A Filosofia na Alcova” e “Os 120 Dias de Sodoma”, Os Satyros se propuseram a realizar a montagem de “Justine”, concluindo, assim, a Trilogia Libertina.

Para a realização de “Justine”, a companhia trabalhou por mais de nove meses com uma equipe de mais de trinta pessoas, dentro dos procedimentos críticos do chamado Teatro Veloz, método de trabalho desenvolvido pela companhia, em todas as etapas do processo criativo, resultando na montagem atual.

No ano em que a Cia. de Teatro Os Satyros completa seus 20 anos de existência, “Justine” vem como o resgate de todo o processo de criação, pesquisa e atuação realizado ao longo dessas duas décadas de trabalho.

Justine, personagem constante nos textos de Marquês de Sade, é a personificação do puritanismo, dos bons modos e da caridade, sendo caracterizada pela ingenuidade perante a sociedade cruel e depravada, retratada por Sade em suas obras. Justine é a contraposição de Juliette, irmã e antagonista da história, que se envolve em depravações, crimes e perversões.

Nas palavras de Contador Borges, poeta, ensaísta e tradutor de “A Filosofia na Alcova” no Brasil, “Os Satyros mais uma vez têm a ousadia de encarar Sade de frente (ou seria por trás?). Primeiro veio a concepção cênica de “A Filosofia na Alcova” e suas sucessivas belas montagens, desde os anos noventa até hoje. Em seguida o evento não menos audacioso de verter para o palco as aberrações fantásticas de “Os 120 dias de Sodoma”. Agora é a vez de “Justine”. Enfim, suspiramos, a vítima têm a chance de mostrar a que veio, que o seu não de recusa é no fundo um dispositivo para a afirmação do libertino, adepto cego dos prazeres triunfais do individuo”.

Serviço:

A FILOSOFIA NA ALCOVA
Texto: Rodolfo García Vázquez, a partir da obra homônima do marquês de Sade.
Direção: Rodolfo García Vázquez
Elenco: Andressa Cabral, Luana Tanaka, Beto Bellini, Marta Baião, Diogo Moura, Henrique Mello e Phedra D. Córdoba
Quando: Sextas às 23h59
Onde: Espaço dos Satyros Dois, pça Roosevelt, 134
Quanto: R$30; R$15 (Estudantes, Classe Artística e Terceira Idade); R$5 (Oficineiros e dos Satyros e moradores da Praça Roosevelt)
Lotação: 70 lugares
Duração: 80 minutos
Classificação: 18 anos
Reestréia: 14 de agosto, por período indeterminado

OS 120 DIAS DE SODOMA
Texto: Rodolfo García Vázquez, a partir da obra homônima do marquês de Sade
Direção: Rodolfo García Vázquez
Elenco: Beto Bellini, Marta Baião, Ruy Andrade, Antônio Campos, Marcelo Tomás, Angrey Fiel, Carolina Angrisani, Danilo Amaral, Diogo Moura, Erika Forlim, Henrique Mello, Mauro Persil, Patrícia Santos, Rodrigo Souza, Rafael Mendes, Samira Lochter, Tiago Martelli, Luana Tanaka, Robson Catalunha, Luiza Valente, André Marçal
Quando: sábados, 23h59
Onde: Espaço dos Satyros Dois, pça Roosevelt, 134
Quanto: R$ 30; R$15 (Estudantes, Classe Artística e Terceira Idade); R$ 5 (Oficineiros dos Satyros e moradores da Praça Roosevelt)
Lotação: 90 lugares
Duração: 120 minutos
Classificação: 18 anos
Reestréia: 15 de agosto, por temporada indeterminada

JUSTINE

Texto: Rodolfo García Vázquez
Direção: Rodolfo García Vázquez
Elenco: Andressa Cabral, Sabrina Denobile, Marta Baião, Carolina Angrisani, Antônio Campos, Danilo Amaral, Diogo Moura, Eduardo Prado, Angrey Fiel, Gisa Gutervil, Henrique Mello, Luana Tanaka, Luisa Valente, Marcelo Tomás, Mauro Persil, Robson Catalunha, Rodrigo Souza, Ruy Andrade, Samira Lochter, Tiago Martelli
Quando: Sextas e sábados, 21hs
Onde: Espaço dos Satyros Dois, Pça Roosevelt, 134
Quanto: R$ 30; R$15 (Estudantes, Classe Artística e Terceira Idade); R$ 5 (Oficineiros dos Satyros e moradores da Praça Roosevelt)
Lotação: 70 pessoas
Duração: 80 minutos
Classificação: 18 anos
Gênero: Tragicomédia
Reestréia: 14 de agosto, por período indeterminado