Festa hoje marca inauguração da SP Escola de Teatro. E já há muito para comemorar


É hoje! Uma turma de primeira linha abre hoje oficialmente os trabalhos da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco: uma escola pública, criada em parceria de artistas com o governo do estado de SP, que vai formar, GRATUITAMENTE, atores, cenófragos, figurinistas, diretores, dramaturgos, iluminadores, sonoplastas…

À frente, estão os Satyros Ivam Cabral, que é diretor artístico,  Alberto Guzik, diretor pedagógico, e Cléo de Páris, diretora da ideias (adorei isso!). Na lista de coordenadores dos cursos regulares, mais boas notícias:

Atuação – Rodolfo García Vázquez
Cenografia e figurino e Técnicas de Palco – J.C. Serroni
Dramaturgia – Marici Salomão
Humor – Raul Barretto
Direção – Hugo Possolo
Sonoplastia – Raul Teixeira
Iluminação – Guilherme Bonfant

A escola começa a funcionar provisioriamente no Brás (na Av. Rangel Pestana, 2.401), enquanto não fica pronta a sede, que será num edifício lá no coração da Praça Roosevelt.

Nas Satyrianas, bati um papo muito rápido com o Guzik, diante do prédio. Era bacana ver que ele não enxergava mais ali o esqueleto de um prédio que foi até invadido no passado. Ele via o que o prédio vai ser (o projeto, aliás, está na Bienal de Arquitetura, que vai até dia 6). Mais que isso, Guzik parecia ver o movimento de gente, a efervescência de idéias, os ímpetos, as tenacidades, as angústias criadoras, as descobertas… Ele contava que os cursos serão independentes, mas que os exercícios de montagem vão unir as habilidades de todos.

Sempre funcionou assim pros Satyros e outros artistas que ocuparam a Roosevelt. Se eles só vissem na praça o que é aparente, se apenas enxergassem na vizinhança sua degradação, se fossem míopes para o potencial artístico de gente sem oportunidade, eles não teriam feito muita diferença onde vão, muito menos se instalando ali. Talvez nem tivessem permanecido. Permaneceram.

O processo de seleção dos artistas-aprendizes começa amanhã (26/11), com a abertura das inscrições, que vão até dia 4. A escola vai oferecer 200 vagas por ano – 25 por curso. As aulas começam em fevereiro. Os cursos vão durar dois anos.  Há um curso à parte, de difusão cultural, que dura um semestre.

Hoje, porém, a noite será só de festa, lá no casarão da Escola Normal, no Bras. A comemoração começa às 19h. Haverá três exposições fotográficas:  “Fotografia de Palco”, de Lenise Pinheiro; “Instante Eterno”, de Roberto Souza; e “Perpetuar o Efêmero”, de Adalberto Lima. Também haverá exposição de J.C. Serroni; “Espaços Teatrais: A Evolução da Arquitetura Cênica na História e a sua Interação com o Som e a Luz”.

A cantora Vanessa Bumagny vai dar um pocket show. Também se apresentam por lá o performer Luiz Maurício e a Banda Paralela. Os convidados ainda vão poder assistir ao documentário “SP Escola de Teatro”, dirigido por Laerte Késsimos.

Os homenageados da noite serão o professor Jacó Guinsburg e as instituições: EAD, Escola Livre de Santo André, Célia Helena, Conservatório de Tatuí e Escola Macunaíma.

E a programação não acabou. A noite também é de lançamento da Coleção Primeiras Obras, de peças teatrais (edição da Imprensa Oficial com Satyros Literatura). A coleção começa com os volumes:

1 – Otávio Martins, com prefácio de Silvana Garcia
2 – Gabriela Mellão, com prefácio de Alberto Guzik
3 – Ivam Cabral, com prefácio de Erika Riedel
4 – Sergio Roveri, com prefácio de Otavio Frias Filho
5 – Vera de Sá, com prefácio de Jefferson Del Rios
6 – Sérgio Mello, com prefácio de Mário Bortolotto
7 – Rudifran Pompeu, com prefácio de Evaristo Martins de Azevedo
8 – Marcos Damaceno, com prefácio de Roberto Alvim
9 – Lucianno Maza, com prefácio de Alcides Nogueira
10 – DramaMix 2007, com prefácio de Alberto Guzik e obras de: Alex Gruli, Ana Rüsche, Andréa Bassitt, Antonio Rocco, Bráulio Mantovani, Célia Forte, Claudia Vasconcellos, Contardo Calligaris, Duilio Ferronato, Eduardo Sterzi, Gerald Thomas, Germano Pereira, Jarbas Capusso Filho, João Luiz  Sampaio, José Simões, Jucca Rodrigues, Lúcia Carvalho, Marici Salomão, Mário Bortolotto, Mário Viana, Marta Góes, Nicolás Monastério, Noemi Marinho, Paulo Vereda, Priscila Nicolielo, Renata Pallottini, Roberto Alvim, Rogério Toscano e Sabina Anzuategui.

Para quem vai ter a chance de ir – eu não vou poder, culpem “O tempo e os Conways”… – boa festa. Brindem por mim.

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